Oposição questiona redução de verbas para programas sociais

Em 14/03/2017
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A redução de investimentos do Governo do Estado em áreas sociais foi tema de debate na Reunião Plenária dessa terça. O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, apresentou dados comparativos dos últimos anos para mostrar queda no montante de recursos destinados a programas sociais. Iniciativas como Chapéu de Palha e Mãe Coruja, por exemplo, teriam sofrido redução de 15% nos investimentos entre 2015 e 2016, enquanto o Programa Atitude teria tido corte de 25% no mesmo período. “Eu queria fazer um apelo, até do ponto de vista de algum remanejamento, se for o caso, para que esses programas não possam ser afetados, porque eram milhares de pernambucanos sendo assistidos, e hoje, infelizmente, estão desassistidos.”

O parlamentar também criticou a diminuição de investimento nas áreas de saúde e educação. Cada uma delas teria sofrido cortes de 200 milhões de reais em 2016. Júlio Cavalcanti, do PTB, acrescentou que muitos municípios estão sofrendo com obras comprometidas por causa de recursos não liberados do FEM, Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal. Ele ainda cobrou a entrega de escolas técnicas prometidas para o interior do estado na gestão anterior.

O governista Waldemar Borges, do PSB, argumentou que os ajustes foram necessários para readequar os gastos diante do quadro de crise nacional. Ele citou a frustração de ingressos financeiros, como convênios e operações de créditos não cumpridos, da ordem de 1 bilhão e 400 mil reais. “O que chama a atenção é a gente conseguir manter esses projetos ainda vivos, embora alguns reduzidos, para atender a população que precisa deles. Isso, de fato, é o que Pernambuco está conseguindo fazer e que, lamentavelmente, a maioria dos estados brasileiros não está, porque a crise que bate lá é a que bate cá, só que aqui encontrou um estado financeiramente organizado.”  

O vice-líder do Governo, Rodrigo Novaes, do PSD, ressaltou que é preciso ter responsabilidade com os gastos públicos diante da atual realidade econômica.